15 de fevereiro de 2016

FALTA DE GERENCIAMENTO OU FALTA DE INTERESSE?

 ABANDONO E DESCASO da PE-160 causam TRANSTORNOS E PREJUÍZOS

Saudações leitores, após um período de repouso e lazer, voltamos para falar sobre o assunto do momento, que é claro, trata-se do abandono e descaso que se encontra a PE-160, principal via de tráfego urbano da cidade de Santa Cruz do Capibaribe, que liga o município as cidades de Jataúba e Taquaritinga do Norte, através do Distrito de Pão Açúcar, sendo a principal rota de escoamento das confecções produzidas no Pólo da Moda.
Inicialmente, destaco que é lamentável a falta de manutenção da PE-160 e inadmissível o modo em que o Governo do Estado de Pernambuco, através do Departamento de Estradas e Rodagens – DER, vem tratando esta rodovia que tanto gera lucros para os cofres públicos de nosso estado.

Atualmente, a PE-160 é um grande inimigo dos motoristas que trafegam pela via, pois dirigir em uma rodovia movimentada, estreita, sem luz, sem sinalização alguma, sem acostamento e cheia de buracos é quase impossível. São barreiras desse tipo que os condutores de veículos precisam enfrentar para não danificar o automóvel ou se envolver em acidentes, porém em virtude da enorme quantidade de buracos na pista, muitos veículos acabam quebrando e trazendo muitos prejuízos para quem precisa passar pelo local.

Os problemas já começam na entrada do distrito de Pão de Açúcar, onde foi improvisada uma rotatória em meio a enormes buracos, entre a BR-104 e o inicio da PE-160. Já no distrito, os dois sentidos da pista estão comprometidos, o que de inicio já preocupam os motoristas. Próximo a chegada ao município de Santa Cruz do Capibaribe em virtude das obras da duplicação, até parece que a estrada é de barro batido de tanto buracos que já foram tampados por moradores que residem às margens da rodovia.
Foto: arquivo do Blog do Bruno Muniz

Na área urbana da cidade, encontra-se a parte mais crítica da PE-160, são milhares de buracos, onde frequentemente há veículos danificados ou acidentes ocorrendo, um fato que causa revolta e indignação pela falta de interesse dos gestores públicos na resolução do problema. Quanto ao trecho que liga Santa Cruz a Jataúba, parece que o DER-PE fez uma homenagem às primeiras costureiras do município que faziam cobertas das sobras de tecidos, pois a PE-160 mais parece uma coberta de retalhos, tendo em vista a quantidade de remendos que há no trecho que liga os dois municípios.

Diante de tudo que foi exposto acima, percebemos que operações tapa buraco não resolvem os problemas, muito pelo contrário, só causa ainda mais transtornos, já que depois de 8 (oito) meses, os mesmos buracos surgem ainda maiores. O que de fato deve ser feito na rodovia é um recapeamento total, principalmente na via urbana do município, haja vista o grande fluxo de veículos que trafegam diariamente pela mesma.

Segundo informações do DER-PE, um trecho de 12 km, de Pão de Açúcar a Santa Cruz do Capibaribe está sendo duplicado e as obras estão em pleno funcionamento, porém verificamos que a obra esta praticamente paralisada. Cabe destacar que conforme verificamos no Portal da Transparência, o contrato referente à obra é o 031/14 que trata sobre a restauração, duplicação e melhoramentos da rodovia PE-160, tendo como responsável pela obra a empresa SVC Construções Ltda. e sua previsão de conclusão esta prevista para o dia 19/05/2016 (prazo que definitivamente não será cumprido), cabe frisar ainda que o valor da obra esta estimado em 64.401.947,86.

Quanto aos buracos da PE-160 na área urbana e no trecho que liga Santa Cruz a Jataúba, para o DER, a culpa provavelmente seja de “São Pedro”. Pois em contato com o DER-PE na ultima sexta-feira (12/02/2016), obtivemos como resposta o seguinte: “Em virtude do período chuvoso na região, não seria viável obras de recuperação na via e que estudos serão feitos para analisar quais os trabalhos paliativos poderão ser realizados para amenizar a situação”.

Por fim, o que não podemos aceitar é que todos sabem que os buracos são anteriores ao período chuvoso, e que se transformam em crateras nesse período, então ficam as simples perguntas! Porque não resolveram antes? Será que falta gerenciamento por parte do DER-PE?, ou simplesmente, Há uma falta de interesse em resolver definitivamente o problema?.


Aurimar Ramos – Professor, Formado em Geografia pela AEB/FABEJA, Pós-Graduado em Gestão Pública pelo IFPE, Cursando Segurança do Trabalho pela EadPE e Acadêmico em Direito pela Faculdade ASCES.

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