10 de fevereiro de 2016

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

DE VOLTA PARA O PRESENTE!

         Passados os festejos de momo as coisas começam a voltar ao normal, muitos criticam o fato de começarmos tudo depois do carnaval, não vemos problema nisso, nosso povo é um povo alegre que pode se dar ao direito de carnavalizar uma semana ou mais a exemplo de Olinda que completou os quinze dias nesse ano, nosso povo é um povo que samba, na maioria dos casos fora do sambódromo no Rio, pois lá não é todo mundo que tem grana para entrar, que pula o frevo e dança as marchinhas rindo da crise e dos golpistas que tentaram destruir a democracia no Brasil.
Observando os movimentos carnavalescos o que podemos perceber é que Pernambuco continua com um carnaval ancorado na cultura e na manutenção da tradição, o Rio de Janeiro da mesma forma, e a Bahia também, esta última se distanciando cada vez mais da qualidade e se apoiando nas coisas efêmeras como a música da metralhadora que foi repetida a esmo e o bloco do Safadão ultrapassando o numero de muitos blocos tradicionais de lá, e nessa mistura de gosto ruim com cobertura midiática vão tentando salvar o que sobrou do carnaval de Salvador, não conseguindo é claro voltar à qualidade das músicas das décadas de oitenta e noventa. Mas, o que nos deixa tranquilos é que esse tipo de “música” é uma produção exclusiva para os pés, não para a mente, portanto em pouquíssimo tempo ninguém lembra mais disso, e claro, à medida que o nível educacional vai aumentando as pessoas tornam-se mais seletivas e deixam de consumir lixo, espera-se também que as rádios passem a tocar o filé no lugar de oferecer os ossos, se bem que alguns meses atrás em conversa com um radialista de Santa Cruz do Capibaribe, eu perguntava o porquê do baixo nível do som que rolava nas rádios, e a resposta dele foi, “concordo, mas o povo pede ai temos que tocar, se dependesse de mim não tocaria nunca”.
         Agora é hora de voltar ao trabalho e a pensar as melhores formas de atingir os objetivos traçados no inicio do ano, os tambores silenciosos já foram recolhidos, a mangueira campeã festeja e se apresenta no sábado, as máscaras começam a ser recolhidas em Bezerros e o galo começa a ser desmontado, vinte e sete metros e trinta e três toneladas, na Bahia os filhos de Gandhi mantém a fé no carnaval de qualidade e em Santa Cruz do Capibaribe alguns discutem a presença de políticos em pequenos blocos que movimentaram a cidade, como podemos ver as coisas começam realmente a voltar ao normal, mesmo que não seja normal você dar mais ênfase a presenças do que a cultura carnavalesca. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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