25 de fevereiro de 2016

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

DIPLOMA NÃO É PAPEL DE PAREDE!

         Desistir é o pior caminho, digo isso, a partir de vários comunicados que tenho recebido de estudantes que estiveram conosco em sala de aula e que passaram a pouco em vestibulares ou já estão cursando o que pretendiam no ensino superior, muitos deles nos revelam as dificuldades de chegar até onde chegaram, os motivos são dos mais diversos, problemas na família, falta de recursos, cansaço pelo dia de trabalho e os estudos à noite, muitos problemas, mas também muita esperança, e esses por sua vez não tem uma esperança vã, ou seja, não ficam esperando que alguém realize o sonho deles, correm atrás do que pretendem e com unhas e dentes sobem um degrau a cada dia nesse mundo competitivo.
         Mesmo assim, ainda acham tempo suficiente para cuidar do outro, o que mostra que a força que os movimenta não é a da competição sórdida onde vale tudo para alcançar o que desejam, pois desejam crescer junto com os que estão ao seu lado, e isso vale inclusive para famílias que não os apoiam em seus projetos, ou quem preferir na materialização dos seus sonhos acadêmicos, são pessoas ambiciosas, não gananciosas, em outras palavras, estão descontentes com o lugar onde se encontram e desejam ir além dele, sem com isso ter que fazer degrau da cabeça dos outros.

         Santa Cruz do Capibaribe e região há um bom tempo vem ocupando lugar de destaque nas faculdades locais e regionais, com jovens e adultos que se dedicam a mudar o cenário de um polo de confecções que cresceu economicamente, mas que ainda tem déficits gigantescos naquilo que tange a educação. Não podemos continuar focando na quantidade no lugar da qualidade, e essa por sua vez só vem com muito esforço intelectual, para que se produza mais e se reproduza ou se copie menos, não é tarefa fácil, mas os que todas as noites enfrentam quilômetros até chegar as faculdades de fora das suas cidades ou que enfrentam patrões trogloditas que dificultam a ida para as faculdades locais, contribuem para mudar esse cenário. A eles os nossos parabéns e votos de sucesso, esse sucesso depende de um bom preparo na educação superior, do contrário o diploma não passa de papel para enfeitar paredes.
NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM! MAS TEM QUEM SE PAREÇA!

         Os ânimos estão acirrados e a política em Santa Cruz começa a ser a pauta principal das conversas nas rádios e entre a população, felicidade ter um município que se preocupa tanto com os destinos do bem estar do seu povo. Será mesmo? O ministro Armando Monteiro Neto disse certa feita que Santa Cruz do Capibaribe é uma cidade que respira política, quem dera realmente fosse assim, são poucos ainda os que respiram política, boa parte está apenas caminhando junto com a massa de manobra que atende aos donos do poder, sem com isso analisar os mínimos critérios para andar dizendo nos quatro cantos que apoia o lado A, B ou C.
         O que vemos é um show de discursos em todos os lados que estão alicerçados nos interesses pessoais e profissionais, a grande diferença quem pode fazer são os jovens que votam pela primeira vez em 2016, esses se não forem contaminados pela política reduzida à politicalha, ou seja, do voto pela cor em lugar do voto pela proposta e pelas possibilidades das propostas, serão agentes de transformação pois saberão cobrar dos seus eleitos caso esses cheguem ao poder, caso contrário serão mais um a promover o atraso de Santa Cruz do Capibaribe e região. Nada se assemelha mais a um “saquarema” do que um “luzia” no poder. A frase do político pernambucano Antônio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti de Albuquerque demonstra como a política partidária da elite do Brasil ocorreu no Segundo Reinado de 1840 até 1889. Saquarema e Luzia eram as alcunhas dadas aos membros dos partidos Conservador e Liberal, respectivamente. Se saquaremas e luzias precisassem de outro nome para a contemporaneidade em Santa Cruz do Capibaribe e não sei que nome daria a eles, você tem alguma opinião? No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final. 

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