11 de fevereiro de 2016

M U S I C A N D O

Os Beatles teriam mesmo gravado “Asa Branca”?

Muita gente já ouviu essa história: Na segunda metade dos anos 60, os Beatles pensaram em lançar uma versão em inglês do hino nordestino “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. A canção nunca foi gravada ou sequer citada por alguém ligado aos Beatles.
Tudo não passou de uma lenda criada ainda nos anos 60, para alavancar as vendas de discos de Luiz Gonzaga, que se sentiu abandonado, após o surgimento de movimentos musicais como Tropicália, Bossa Nova e Jovem Guarda.

“Os meninos ingleses têm muito sentimento e não avacalham a música. A toada deles parece bastante com as coisas do Nordeste”. O ano era 1968, e Luiz Gonzaga, em entrevista à primeira edição da revista Veja, comentava sobre a notícia-bomba do momento: os Beatles haviam gravado Asa Branca. “Agora é que eu quero ver se os Beatles vendem mesmo”, desafiou. Afinal, se ele, que era um sanfoneiro vindo do sopé da serra do Araripe, em Pernambuco, vendeu 2 milhões de discos com a canção, que sucesso não faria o quarteto inglês?

A novidade havia sido revelada pelo apresentador Carlos Imperial em seu programa Os Brotos no 13, da TV Rio. Ele, que vivia alardeando a semelhança do rock com o xote, conseguira, enfim, uma prova cabal: no mais recente disco da banda inglesa, The Beatles (mais conhecido como Álbum Branco), havia uma versão da toada sertaneja, renomeada Blackbird.
Por essa época, o Velho Lua andava um tanto esquecido. A moçada só queria saber de iê-iê-iê e Tropicália. E, claro, do quarteto inglês. Nada de sanfona. Como não poderia deixar de ser, a novidade atiçou a imprensa. Foi entrevista para todo lado, convites para shows, polêmica nas rodinhas. À revista InTerValo, Gonzagão sugeriu: “Eu gostaria muito que os Beatles usassem a gaita escocesa no arranjo. Ah, vai ficar uma beleza!”

Assim o repórter abria a matéria: “Luiz Gonzaga vai ganhar 50 mil dólares, no mínimo. Mas ficar milionário deixou Luiz com um drama de consciência: não lembra com certeza de que a música é mesmo de sua autoria.” Composta em 1947 em parceria com Humberto Teixeira, Asa Branca, na verdade, seria uma canção já popular lá para as bandas de Exu, terra em que nasceu. Ele e o parceiro teriam apenas feito algumas melhorias. Foi o que afirmou, completando: “Eu cantava músicas dos outros e os outros cantavam minhas músicas, sem preocupações com direitos autorais. Deve haver por aí muita música que inventei, passei adiante e que agora faz parte do folclore nordestino.”

O fato é que a canção ficou conhecida a partir de sua gravação e as de outros 310 intérpretes. Até um grego, Demis Roussos, gravou uma versão, chamada de White Wings, mas os rapazes de Liverpool não estavam entre os intérpretes de Gonzagão. A história não passava de fantasia de Carlos Imperial.

O ator, apresentador e compositor, que anos antes tentou sem sucesso lançar Roberto Carlos como “Príncipe da Bossa Nova”, havia inventado a história para alavancar a carreira de Luiz Gonzaga. Há quem diga que o pedido partiu da RCA Victor, gravadora do pernambucano. Em entrevista ao jornal O Pasquim, em 1971, Gonzagão contou: “Gravei programas, ganhei dinheiro e o Carlos Imperial na maior gozação do mundo. Aí fomos comemorar o negócio em Guarapari”.

Gravatá Jazz Festival tem aprovação do público e deixa saudades

Primeira edição foi considerada um sucesso pelos turistas e pela população local. Muitas pessoas vieram à Gravatá para conhecer a cidade e apreciar o evento. 
Terça-feira de Carnaval, última noite do Gravatá Jazz Festival e, como não poderia ser diferente dos dias anteriores, o público sempre fiel, mais uma vez lotou o Pátio de Eventos para conferir as apresentações que arrancaram aplausos após cada canção tocada pelos músicos presentes. A última noite do evento foi iniciada com o cortejo do Mardi Gras, desfile musical no estilo Jazz de Rua de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Em Gravatá, o mesmo cortejo teve início na Praça da Matriz de Sant’Ana, no Centro da cidade, e seguiu para o Pátio de Eventos.
Durante os quatro dias de apresentações, para interagir com o público, o Gravatá Jazz Festival realizou um Concurso Cultural de Frases que premiou as melhores com uma bateria, um mini violão, uma guitarra elétrica, dois violões, gaitas, CD’s e camisetas.

Na última noite do Gravatá Jazz Festival, os artistas que subiram ao palco, no Pátio de Eventos, deixaram o público com um gostinho de quero mais. Se apresentaram: Dom Angelo Jazz Combo com a participação do trompetista norte-americano, Mark Rapp, além do guitarrista, Artur Menezes, que contou com a participação do convidado, Vasco Faé. Para encerra o evento, quem subiu ao palco foi o saxofonista, Derico (Programa do Jô), juntamente com Flávio Guimarães, Uptown Blues Band, e a guitarrista, Dex Marshal.

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