18 de abril de 2016

ASSIM SURGIU O GANDULA

ASSIM SURGIU O GANDULA


Em todos os estádios no mundo existe a figura do gandula. Anteriormente, entre nós brasileiros, denominava-se pegador de bola esse personagem universal do futebol, que tem a missão de devolver a pelota a campo quando ela é arremessada para fora das quatro linhas. Antes disso, porém, a bola retornava ao gramado impulsionada pelos torcedores, pois não havia ninguém designado especificamente para cumprir essa tarefa. Em 1939 apareceu no futebol carioca um atacante argentino de nome Bernardo Gandulla. Na sua terra, ele havia se tornado um verdadeiro terror para as defesas adversárias. Numa época em que as comunicações caminhavam a passos de tartaruga, sua fama foi chegando aos poucos ao Brasil. O Clube de Regatas Vasco da Gama mandou um observador à Argentina para vê-lo de perto. Aprovado, Gandulla terminou assinando contrato com o clube carioca. Todavia, não passou muito tempo para a direção técnica vascaína chegar à conclusão de que o “gringo” não se enquadrava naquilo que havia sido planejado para o time. Com pouca habilidade, depois de algum tempo no Almirante, quase não era escalado. Todavia, querendo mostrar serviço ao treinador, nos dias de jogos, ficava na beira do gramado e, quando a bola saía de campo, ele corria e a devolvia rapidamente. Sua atitude ganhou a simpatia da torcida, que sempre o aplaudia. Quando Bernardo Gandulla retornou ao seu país, um garoto que passou a fazer as vezes de apanhador de bola, no estádio vascaíno, passou a ser tratado pelos torcedores, como “o novo gandula”. Os próprios jogadores do Vasco, quando tinham pressa porque estavam perdendo, diziam-lhe “vai logo, gandula”. Pegou!

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