21 de abril de 2016

CARTOLAS ARTICULAM UM GOLPE NO NORDESTÃO

A Copa do Nordeste, cuja edição 2016 tem como protagonistas da final as equipes do Santa Cruz – pela primeira vez – e o Campinense, está passível de sofrer modificações já a partir do próximo ano. O motivo é financeiro.

As federações de Pernambuco, Ceará e Bahia trabalham nesse sentido junto à CBF e ao canal Esporte Interativo.

Entre outras coisas, o que motiva essa atitude é o fato de o Ceará Sporting Club, líder de popularidade no seu Estado e atual campeão do Nordestão não estar na decisão do Campeonato Cearense deste ano.

Assim, por não ter chance de tornar-se campeão ou vice da Terra de Iracema, o Vovô está antecipadamente vetado para a competição regional de 2017. Como aconteceu este ano com o Vitória e o Náutico, que não conseguiram sequer chegar em terceiro lugar na Bahia e em Pernambuco, respectivamente.

A pretensão é para que o torneio tenha critério de participação baseado no ranking geral do País. Com isso, o Ceará estaria dentro.

Haveria também a redução do número de participantes – de 20 para 16 – e de datas, que passariam das 12 atuais para nove.

O argumento é a garantia de cotas de participação mais altas aos clubes e valores diferenciados para os sete clubes primeiros colocados no ranking: 1º- Bahia, 2º-Sport, 3º-Vitória, 4º-Ceará, 5º-Náutico, 6º-ABC e 7º-América-RN.

No lugar do atual critério técnico, com a participação de campeões e vices estaduais e também terceiros colocados de Pernambuco e Bahia, passariam a ter vaga na Copa do Nordeste os nove campeões estaduais e mais sete clubes classificados pelo ranking nacional. A intenção é evitar que clubes de menor expressão entrem na competição, a não ser que consigam títulos em seus Estados.

O assunto já vem sendo estudado pelos presidentes Marco Polo Del Nero (CBF) Alexi Portela (Liga do Nordeste). Na próxima semana, os dirigentes das três federações em questão se reunirão com o diretor comercial do Esporte Interativo, Bernardo Ramalho.

Assim, o Salgueiro, atual vice-campeão pernambucano só entraria se fosse campeão do Estado. No caso, o Santa Cruz teria sido incluído em 2016, como campeão de Pernambuco, independentemente do ranking. Este beneficiaria o Sport e o Náutico. O Salgueiro teria sobrado.

Ou seja, as modificações pretendidas contemplarão os mais poderosos e prejudicarão aqueles que lutam por um lugar ao sol.

Se é para usar o ranking por que não criar um dentro do próprio Nordestão?


LENIVALDO ARAGÃO

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