22 de abril de 2016

PANORAMA POLÍTICO

Um domingo histórico
Não tenho dúvidas que o dia 17 de abril ficará marcado na história política brasileira, pois como já era esperado foi aceito a admissibilidade do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Além de toda simbologia da votação eu destacaria três pontos, que também contribuiu pra tornar o dia histórico. Primeiro o resultado desastroso para o governo Dilma, segundo o comportamento de maioria dos parlamentares e terceiro os deputados trabalhando em pleno domingo.

Vergonhoso e lamentável 
Apesar de histórico, o domingo também foi vergonhoso e lamentável, digo isso considerando as bizarrices promovidas por grande parte dos deputados federais. Tivemos voto em nome da família, pelo fim da corrupção, pela democracia, pelos moradores de rua. Houve até estouro de confetes pra comemorar voto. Sinceramente o que assistimos foi muita hipocrisia dos dois lados, diga-se da passagem, e para não me alongar muito, quero deixar um questionamento aos amigos leitores. Se todos aqueles que votaram em nome da família, realmente defendesse a família brasileira, não estaríamos atravessando esta crise de valores morais que esta arraigada no seio da nossa sociedade? Não precisa me responder, porém reflitam, pois querendo ou não, ali esta o reflexo da nossa sociedade, o nosso espelho, e os espelhos não mentem, eles revelam.

Nivelaram por baixo
Outra coisa chamou a atenção de quem assistiu à sessão domingo, foi a quantidade de acusações e ofensas deferidas ao presidente da Câmara o deputado Eduardo da Cunha (PMDB-RJ), foi de impressionar, a forma com que alguns deputados se dirigiram a palavra ao presidente, verdadeiras agressões verbais, que a meu ver ultrapassaram o limite do aceitável, pois ao tentar desmoralizar o Eduardo Cunha eles também atingiram a imagem instituição. Sobrou emoção e faltou classe na hora de atacar.

Mostrou como se faz
Quem mostrou como se deve fazer uma critica, foi o deputado Pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB), que ao votar deixou claro sua insatisfação com o presidente da Câmara, “Voto ‘sim’ pelo impeachment, mas quero dizer aqui do meu desconforto em ter vossa excelência presidindo esta Casa. Vossa excelência agrava cada vez mais com sua presença aqui e macula cada vez mais os brasileiros”. Como diz um amigo meu, é outro nível.

Foi interessante 
As comissões de Legislação e Justiça, Finanças e Orçamento e da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe, estiveram reunidas na última terça-feira (19) para analisar e dar pareceres ao projeto de lei do executivo que trata do parcelamento do débito da Previdência própria. A reunião foi interessante e contou com representantes de alguns sindicatos do município, os quais puderam se pronunciar sobre o projeto. Essa já não é a primeira vez que a comissão de Legislação e Justiça se reúne em conjunto com outras comissões para debater projetos com as entidades, isso nos prova que na Câmara de Santa Cruz do Capibaribe tem amadurecido, tem produzido e sobre tudo respeitado as entidades municipais ao convida-las para o debate.

Um pequeno deslize
No decorrer da reunião o vereador oposicionista Ernesto Maia (PT) cometeu um pequeno deslize durante sua fala, ao solicitar informações do Santa Cruz Prev, através de um Requerimento Verbal. Ernesto teve seu pedido indeferido tendo em vista, que as comissões não tem a prerrogativa de atender pedido de requerimento verbal, pois a competência para tal pedido é de alçada do presidente da mesa como diz o regimente interno da Câmara no seu artigo 188, e não aos presidentes de comissões.

Quem será?
A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe, terá que passar por mudança, pois o vereador Ronaldo Paca (PR), não poderá fazer parte da comissão, pois ao ocupar a mesa diretora na qualidade de primeiro secretário, Ronaldo fica impedido pelas normas regimentais da Câmara, de compor a referida comissão. Diante do exposto nos resta aguardar para saber quem terá a responsabilidade de presidir uma comissão tão importante para o bom funcionamento da casa.

Por: Nilson Pereira

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