28 de maio de 2016

A ORDEM DO DISCURSO

Sabendo-se que o político tem a obrigatoriedade, de saber se comportar diante do público e ter habilidade ao falar aos microfones, isso todo mundo sabe. A arte de convencer e persuadir o outro, sempre foi uma forma muito eficaz daqueles que bem domina a arte do discurso. Nos últimos tempos, temos observado uma nova forma de comunicação que destoa muito, da maneira comunicativa que sempre acostumamos ver, são ás conversas impessoais gravadas, grampeadas ou interceptadas por depoentes ou mesmo dos serviços de investigação da Polícia Federal. Já vimos e ouvimos palavras e palavrões daqueles que costumeiramente os ouvimos falar sempre de maneira pausada com forte poder de coesão.
 A Política partidária e seus profissionais de carreira que hoje estão envolvidos na operação lava jato, estão vislumbrando um pouco daquilo que parece ser a revolução na política vigente e contemporânea do nosso País. A corrupção e o nepotismo que tanto assola a política brasileira, nas instituições como molduras para a ação dos atores políticos dentro dessas instituições.
 “ - A Operação Lava Jato da Polícia Federal começou localmente em Curitiba, investigando uma teia de doleiros acusados de lavagem de dinheiro, mas encontrou um esquema de corrupção na Petrobras armado durante os governos do PT com o objetivo de financiar campanhas políticas e, de quebra, enriquecer bandidos do colarinho-branco. As investigações avançaram na hierarquia política do Brasil até chegar à inimaginável situação de ter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff citados por um peixe grande caído na rede –justamente o caixa do esquema, o doleiro Alberto Youssef. Maior escândalo de corrupção da história da República, o petrolão lavou pelo menos 10 bilhões de reais, segundo as investigações da Polícia Federal. Para se ter uma ideia, o mensalão sangrou os cofres de instituições públicas e privadas do país em cerca de 173 milhões de reais”.
O Brasil formal dá câmara dos deputados e do senado federal reflete no Brasil real. A cultura e a história são fatores determinantes ou importantes na condução histórica das instituições políticas brasileiras. Por que os partidos políticos no Brasil são frágeis seus representantes se mostram incompetentes para regerem os ditames de uma república.

Os Governantes geralmente são feitos por uma elite política local que escolhi uma elite mais filtrada ainda a nível estadual e nacional. Contudo, mesmo no âmbito da elite houve sempre uma ruptura e uma nova necessidade de demanda pelo poder.

JOSÉ DALVINO – CIÊNTISTA SOCIAL

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