26 de maio de 2016

EDUCADORES E EDUCADORAS, OS DONOS DO FUTURO!

         
Segunda-feira sete e trinta da manhã, jovens chegam a Escola onde são recebidos por sons estridentes de um alto falante que reproduz uma saudação de boas vindas, depois passam por uma catraca eletrônica onde passam seus cartões magnéticos para registrar sua presença no inicio das aulas, chegando à sala de aula tem a sua frente uma lousa digital já programada com os primeiros assuntos do dia, durante cinquenta minutos assistem um vídeo e depois disso nos seus teclados colocados sobre suas carteiras começam a responder um questionário sobre o tema exposto, até que chega a hora do recreio, a campainha toca e eles podem se divertir jogando games espalhados em TVs no pátio ou vendo pequenas mensagens deixadas nos seus celulares pela direção da Escola, além é claro de poder ir ao drive thru pedir sua comida pelos números oferecidos, onde pedem de um lado e recebem do outro.
         Caros amigos, um lugar como esse é tão vazio de significado quanto à defesa daqueles que dizem que um dia as máquinas iram substituir os educadores, não se produz conhecimento apenas pela formação intelectual, o ser humano também é dotado de sentimentos, e a pedagogia do afeto não pode ser dada por máquinas, tem que se dar numa relação de iguais, ou seja, entre seres humanos, que são dotados de momentos de felicidade, de questionamentos, de tristeza e de realizações. As novas tecnologias ligadas à educação não são o substituto dos educadores, são seus auxiliares, máquinas recebem ordens, elas não ordenam as coisas, a função delas é de memorizar, projetar e ou facilitar o trabalho no dia a dia.
         Nós seres humanos somos seres relacionais, estamos o tempo doto nos relacionando com o meio onde estamos inseridos, e quando não queremos nos relacionar com o meio em que vivemos isso já é uma forma de relação. Não somos formados por sistemas de fios e placas que acionadas fazem um produção em cadeia sempre com ordens que vem de fora, somos seres dotados de pelo menos dois mundos, um mensurável e outro que só nós temos contato, e esse contato nem sempre quer dizer que conhecemos a nós mesmos. A alegria da Escola está na relação, uma escola dotada de tecnologia de alto padrão sem pessoas que sejam capazes de conviver com a diferença, com os dilemas existenciais do outro, com um conjunto de mudanças que são operadas todos os dias, é uma escola ou qualquer outra coisa que esteja atrelada a educação que ficou para trás, se modernizou no que tange as ferramentas tecnológicas, mas não foi capaz de modernizar as mentes que operam às máquinas, e assim sendo, a máquina molda o homem que inventou a máquina.
Professores e professoras são elementos balizadores do processo de avanço em qualquer país que se valorize, não há computador que consiga fazer o que eles fazem, não existe tecnologia que responda de maneira mais imediata a problemas apresentados que um verdadeiro educador (entenda-se aquele que trabalha com uma visão além do salário), somos sujeitos atrelados a uma sociedade que muda tão rápido quanto o vento, mas essa mudança para dar certo só tem um caminho, Educação, nem Alexandre o grande desconsideraria isso, e quem discordar terá que enfrentar uma frota de descontentes. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final. 

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