4 de maio de 2016

ESCASSEZ HÍDRICA

PROBLEMA DA SECA, AÇÕES EXTREMAS PARA UMA SITUAÇÃO EXTREMAMENTE PREOCUPANTE

Cidades do Sudeste e países como Estados Unidos, Índia e Rússia também sofrem com a falta de chuvas. Os transtornos, alertam especialistas, não podem ser atribuídos apenas a ciclos naturais ou má gestão pública. A escassez hídrica é considerada um forte indício das mudanças climáticas.
“Desertificação, temporais, enchentes e até tremores de terra serão cada vez mais severos devido à elevação da temperatura no planeta”, alerta o consultor internacional Milton Nogueira, especialista em desenvolvimento econômico, biodiversidade e mudanças climáticas.

As soluções, apontadas, passam pela diminuição do uso de combustíveis fósseis, principalmente o diesel, e ampliação da geração de energia por meio de fontes limpas e renováveis. “É o caso da energia eólica ou solar. Há alguns anos não se pensava nisso, mas temos avançado”. Segundo ele, mudanças na legislação também são importantes. O imposto sobre o uso de carbono é defendido para frear o aquecimento. “É preciso discutir bem o tema para saber qual sistema poderá ser adotado para definir o preço do imposto da poluição por dióxido de carbono. Mas essa é uma possível solução que não pode ser desconsiderada”. 


Mananciais à beira de um colapso, com rios secando bem próximo às nascentes. Dentro de casa, torneiras vazias e até racionamento de água. Apontada como a pior das últimas quatro décadas, a seca extrema pode estar mais perto de nós do que imaginamos.
 Mais de 56, municípios do Sertão de Pernambuco estão em estado de emergência por causa da seca.

“Muito tem sido dito e escrito sobre a realidade do semiárido brasileiro e as possíveis alternativas para o seu desenvolvimento. Geralmente, os diagnósticos e as proposições têm como referência imagens historicamente construídas sobre um espaço-problema, terra das secas, região de fome e da miséria, explicação do atraso econômico e das disparidades regionais. Essas imagens são fruto de julgamentos superficiais sobre a realidade do semiárido e dos interesses políticos das elites locais que explicavam a miséria, a fome e o atraso como produtos de condições naturais adversas, do clima, da terra e da formação de sua gente”. 
Falhas de funcionalidade social dos grandes açudes que não foram concebidos para garantir melhoras na produção agrícolas. Alguns estavam localizados longe de várzeas irrigáveis e os que favoreciam a distribuição de água por gravidade para áreas irrigáveis atendiam a um número limitado de famílias. A maioria dos açudes públicos que foram construídos para combater os efeitos das secas, além de não constituírem solução definitiva ao problema, foram apropriados pelos grandes proprietários de terra.

Mais grave ainda que a miopia técnica de escolha de localização geográfica das áreas
Escolhidas para construírem ás barragens, fora a mistificação política em que caíra este organismo ao qual competia, também, a distribuição e aplicação das robustas verbas para ajuda aos flagelados das secas.    

JOSÉ DALVINO – CIÊNTISTA SOCIAL

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