15 de maio de 2016

MARCANDO O HOMEM ERRADO

Muitas são as histórias contadas sobre o Rei do Futebol e essa, “dizem” que aconteceu no início dos anos 60: Pelé estava no início de carreira, e sua fama, a cada dia, corria o mundo. Sua imagem, entretanto, ainda não era tão conhecida, pois eram raras as transmissões pela TV. O Santos, no auge, e aproveitando o prestígio de seu menino prodígio, excursionava pelos lugares mais longínquos do planeta. Num desses amistosos, visando confundir a marcação adversária, cada dia mais rigorosa em cima de sua maior estrela, o técnico Lula resolveu trocar as camisas de todo o time, que tinha ainda: Dorval, Mengalvio, Coutinho, Lima, etc. Fim do primeiro tempo: Santos 5 x 0... Decepcionado, o capitão do time adversário , tentava explicar aos repórteres locais, o fracasso da tática exaustivamente treinada durante toda a semana: - Fizemos o que o técnico mandou e ficamos o tempo todo em cima do camisa 10; mas o bom mesmo é o outro que joga com a 7, que já meteu 5 gols e ainda fica com esta mania esquisita de dar socos no ar... Pelé (presença obrigatória nos amistosos para garantir a cota), com a missão cumprida, e para ser poupado, não voltaria para o segundo tempo... Dorval, o valente ponta direita, que atuou com a camisa 10, também não retornaria ao jogo após o intervalo, pois ficou no vestiário, em tratamento, com as canelas esfoladas, pelos pontapés da defesa adversária... A história acima, contada pelo escritor mineiro Victor Kingma tem lógica. Essa tática também foi usada pelo mineiro Davi Ferreira, o matreiro técnico Duque na noite de 17 de novembro de 1966 em que o Náutico derrotou o Santos, com o Pelé e tudo, no Pacaembu, por 5 x 3, pela antiga Taça Brasil. O perigoso do Náutico era o ponta de lança Bita, que jogava com a 8. Naquela noite, Bita entrou em campo de camisa trocada com o quarto zagueiro Gilson Costa. Ou seja, o zagueiro vestia a 8 e o artilheiro Bita a 5. O resultado todos sabem o que aconteceu. Enquanto os santistas corriam atrás de Gilson, Bita lavava a burra. Foi o único jogador a fazer 4 gols no grande Gilmar numa só partida. Bita já se foi, mas ainda há muita testemunha daquele jogão, eu, inclusive, que assisti à partida ao lado de um ex-juvenil do Sport, que havia se mudado para São Paulo. Trabalhava em publicidade, junto com o pai, o radialista e publicitário Amarílio Niceas. Era o mais tarde, durante anos, o todo poderoso da Globo Nordeste, Cleo Niceas.

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