19 de maio de 2016

NA FALTA DE UM ADEUS, PREJUÍZO PARA O FUTURO!

         Não está sendo percebido um fenômeno em Santa Cruz do Capibaribe que é comum também em outras cidades, mas que aqui está se alastrando igual noticia ruim, cada vez mais pessoas deixam a cidade para morar em cidades próximas que ofereçam melhores condições de vida, claro, encontrar uma cidade melhor que Santa Cruz do Capibaribe para viver não é algo que dê muito trabalho, porém, o que nos deixa intrigados é os motivos que fazem com que essas pessoas saiam para morar fora, mas continuem trabalhando aqui. A resposta precisa de uma avaliação sociológica muito cuidadosa que passa inclusive pelos desafios que deverão ser enfrentados de 2017 em diante pelo atual prefeito caso se reeleja ou por um dos seus adversários que por ventura cheguem ao Palácio Braz de Lira.
         Embora tenhamos obtido avanços na última década, aquele que estiver na prefeitura em 2017, enfrentará o desfio de dar suporte a uma cidade que tem uma carência acima da média nos seguintes setores, urbanização, por termos centenas de ruas sem pavimentação e sinalização adequadas, saúde, por não termos um atendimento que alcance a demanda, economia, temos uma estrutura econômica que embora seja referencial nacional é atrofiada em termos de deságue da produção e enfrenta gigantes que ficam de pé a exemplo de Fortaleza, na educação, ainda temos déficits que atingem amplos setores ligados à área.
         Não bastasse isso, vários empresários ou micros empresários da cidade estão fechando seu comércio aqui para abrir em outras paragens, de acordo com alguns que conversei um dos principais motivos é que aqui o fiado é a bola da vez, e cheque voltado se tornou tão comum que se manter no negócio se tornou incomum.
O DEMÔNIO NOSSO DE CADA DIA!

         É preciso voltar a ser criança, e isso não quer dizer que devamos ser acriançados, no primeiro caso, deixamos que os sabores da vida nos toquem novamente de maneira efervescente e prazerosa, nos deleitamos com as coisas simples e abandonamos o ranzinza que mora dentro de nós para dar lugar àquilo que está em processo de criação, como diz Mario S. Cortella a palavra criança aponta para aquilo que está em construção.
         Com o passar do tempo, esquecemos que somos seres gregários, que precisamos do outro, que a vida passa rápido para quem não sabe adocicar a mesma, que os sorrisos não veem por conta apenas da felicidade própria, mas da felicidade alheia que faz transbordar a nossa alegria. E quando nos esquecemos disso, deixamos que sentimentos mesquinhos como o egoísmo, a inveja e uma série de outros se instalem dentro de nós. Como disse certa feita o grande Rubem Alves, os demônios não estão fora de nós e o “simples horror de que more em você um hóspede desconhecido que está além do seu controle racional”, nos faz perceber que o que nos atormenta é alimentado por nós ou mandado embora do nosso corpo. As delícias de ser criança não ficam no período em que somos crianças biologicamente falando, mas sim, em qualquer momento da nossa vida que permitamos aos fluídos brincalhões entrar no nosso inconsciente e novamente nos mostrar, a beleza do mundo em que vivemos. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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