10 de junho de 2016

FEIRA DO DOMINGO

O comércio varejista é "comum" no cotidiano das pessoas, pois vende seus produtos para os consumidores finais. O varejo comercializa por unidades, definindo os preços com base na média oferecida pelo mercado local. No varejo os preços são maiores, mas o consumidor final tem a possibilidade de fracionar o pagamento, através do parcelamento com cartão de crédito, por exemplo. Pelo menos essa deveria ser a premissa de mercado com foco no varejo, diferentemente da realidade aplicada em nosso mercado local de confecção, no principal centro comercial de nossa cidade, o MODA CENTER SANTA CRUZ.
O comércio atacadista, no entanto, destina a venda de seus produtos às pessoas jurídicas, ou seja, que tenham CNPJ, como as instituições, empresas, e os demais lojistas que trabalham no varejo. O atacado oferece produtos em grandes quantidades e a preços menores, pois comercializam as mercadorias diretamente das fábricas. Para se ter uma ideia, os preços do atacado podem ser até 50% menores do que no varejo, isso devido à venda em grandes quantidades.

Exemplo: um determinado cliente atacadista que revende ao consumidor final comprou 500 camisetas numa loja de atacado a 2,00 reais cada, e com todas as despesas e encargos vai revender estas mesmas camisetas em sua cidade Campina Grande, pelo preço de 5,00 reais. Francisco, tem um carro próprio, junta cinco pessoas de sua família e resolve vir até Santa Cruz do Capibaribe, ao Moda Center Santa Cruz, efetuar compras para vestirem no São João, vem de Campina Grande e precisa apenas de 2,00 reais para comprar uma camiseta, Francisco dividiu as despesas com os demais ocupantes do carro, portanto vai ao mercado que deveria estar focado no atacado e efetua suas compras nos mesmos modos e critérios do cliente atacadista.

Moral da história: O MODA CENTER SANTA CRUZ, deixar de ser um polo atacadista, com os dias de feiras realizados aos domingos para ser um centro comercial destinado ao varejo. Desta forma acaba fomentando o desinteresse do cliente atacadista que perde o faturamento em suas cidades com o desvio de finalidade do polo atacadista.

O mercado varejista tem sua importância, as atividades do comércio são importantes sim, geram uma grande quantidade de empregos suscita uma economia já fragilizada, fomenta o setor de alimentos de farmácia, de hotéis, de postos de gasolina. Gera uma boa mídia através do quantitativo de pessoas. Mas, e o produtor atacadista? Que é a mola mestra e propulsora principal da indústria produtora de confecção! Aquele que esperou e apostou todas ás suas fixas nos meses de alta, que aumentou sua produção pensando exatamente no cliente atacadista que também nesse período esperava aumentar suas vendas!

Com a vinda do consumidor final, comprando direto do produtor, o cliente atacadista deixa de vender aos seus principais credores e com isso ele perde o interesse por nosso produto. A feira do domingo é uma feira legitimada aos interesses varejista, o que não deixa de ter sua importância, mas desvincula totalmente o conceito e os fundamentos que originaram nossa economia local. A eficiência no sistema produtivo atacadista precisa prosperar antes que nos tornemos apenas um imenso shop center de confecção, destinado ao mercado varejista.  

JOSÉ DALVINO – CIÊNTISTA SOCIAL                                     

Um comentário:

  1. gostaria de de dar minha humilde opinião sobre seu texto quando voçe vai a sao paulo fazer compras la se tem preço diferentes praticados pelos lojistas diferente do que ocorre aki no moda center la se voce compra apartir 20 peças dependendo do local e que o preço cai voce consegue desconto muitas lojas voce entra e e comprador de varejo eles dão o preço la em cima fazendo com que se torne inviavel voce sair de sua cidade pra comprar la ja aki no moda center tanto faz tu comprar 100 ou comprar uma peça e praticamente o mesmo preço e isso e o que causa esse problema voce pode notar que os preços são os mesmos pra atacado quanto pra varejo esse e a causa e ñ a feira ser aos domingos

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