2 de junho de 2016

PELA BANDEIRA DA CIDADANIA!

         Política está para todo mundo, mas nem todo mundo está para a política, a palavra, muitas vezes confundida com politicalha ou politicagem, é vista já por muitos como algo de que não se deve prestar atenção, não são poucos os que afirmam não gostar de política. Não é para menos, em momentos como o que vivemos no Brasil hoje, desacreditar de políticos que antes carregavam a bandeira da moral e dos bons costumes e hoje se veem atolados em corrupção não é um mal, porém, deixar de dar importância à política é fazer política passiva, ou seja, qualquer um que ganhar para mim tá bom, eu não preciso deles. Assim alguns pensam, mas não é assim que funciona, é justamente pelo fato de muitos que não deveriam ganhar chegarem ao poder que começamos a desacreditar da ética e da moral, é preciso desfraldar a bandeira da cidadania e entender que somos os donos do poder.
Mas em se falando em bandeira, qual é a que você carrega, a que leva estampada a foto do candidato que você quer que chegue ao poder por que ele é seu chegado, ou aquela que aponta para melhorias na sua Cidade, Estado ou Nação? Eis uma questão que deve ser resolvida, defina que bandeira você quer carregar, não contribua para que a crise política que assola o Brasil se agigante ainda mais, é preciso ser engajado, é preciso participar, é preciso colocar a sua expressão em evidência, foi um das grandes lutas durante os anos de ditadura no país, isto é, poder falar o que sente e o que pretende.
É preciso estar atentos, é ano de eleição, embora muitos afirmem que é ano de política, coisa que não é verdade, política não é algo que se faz a cada dois ou quatro anos, fazemos política quando fazemos escolhas e como vivemos em sociedade essas escolhas nem sempre se referem apenas aquilo que me toca, mas sim ao conjunto da obra, ou seja, o bairro em que moro, minha rua, minha casa, minha família e tudo mais que você entenda como possibilidade de relação, somos seres gregários, estamos sempre juntos para trabalhar, se divertir, comemorar, lamentar percas, porém, quando se trata de pensar o futuro e que para isso precisamos também ir às urnas, boa parte de nós, ficamos cegos pela ordem do discurso de quem pretende chegar ao poder, e de seres gregários nos transformamos na negação do outro como sujeito de direitos.
         Arnaldo Jabor que andava com os comunistas e agora chama eles de comunas, escreveu um livro com o título pornô política, onde ele tece fortes críticas a corruptos e corruptores, em dos trechos do seu livro vemos o seguinte, “eu estava galopando em minha condição de asno, quando a ferradura bateu numa pedra e tive uma fagulha de inteligência”.    

 Aí está a chave para a solução dos nossos problemas, precisamos ser a pedra no caminho dos asnos que ocupam lugar de políticos, de maneira que eles possam acordar do seu sonho idiota e se vejam realmente como são, representantes de pessoas detentoras de direitos e deveres, qualquer coisa fora disso, é pornô política. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final. 

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