29 de julho de 2016

O PIOR ANALFABETO É O ANALFABETO POLÍTICO!

         Paulo Freire defendia que era preciso além de ler as letras também fazer uma leitura de mundo, era preciso compreender o contexto no qual se estava inserido, e para ele a segunda precedia a primeira. Atualmente é patrono da Educação no Brasil, no entanto estivesse ele vivo a sua colocação ainda deveria ser explicada detalhadamente a muitos que vivem sob a égide de uma classe dominante disfarçada de gente boa que aflige nossa gente e coloca sempre mais dúvidas que esperanças em relação ao futuro. O mesmo Freire quando flava de esperança não defendia uma esperança de esperar, mas uma esperança movida pela ação com vistas à conquista daquilo que se é desejado, portanto uma colocação feita no passado pelo Mestre que é tão atual quanto o ultimo lançamento da Apple.
         Porém, hoje o que percebemos é um distanciamento cada vez mais abismal entre o mundo real e o mundo dos homens, especialmente os homens simples de “bolso”, coração e mente, ou seja, aquele que não teve as mesmas oportunidades que alguns privilegiados tiveram como o direito de ir à Escola e concluir seu processo de formação de maneira digna levando-o para o mercado de trabalho como alguém portador de capital social enriquecido. No ano em curso essas colocações nos provocam preocupações das mais variadas, mas de todas elas é bom lembrar que como disse o sábio dramaturgo Bertolt Brecht, "o pior analfabeto é o analfabeto político". E isso é um problema sério no nosso Estado de Pernambuco, pois metade dos eleitores do Estado de nascimento do patrono da Educação não tem o ensino fundamental completo, é de se esperar claro que o nível de politização seja melhor que o grau de formação, mas as expectativas não são as melhores, e pior que isso, quando as figuras execráveis da política Estadual pegam esses dados e observam com bastante atenção já comemoram antes das urnas serem abertas, pois isso facilita a campanha e também a necessidade de inventar novas mentiras, basta requentar as velhas.
No caso de Santa Cruz do Capibaribe as estatísticas são muito semelhantes só que aqui é fácil perceber que mesmo os com maior formação acadêmica na maioria dos casos são analfabetos políticos, isto é, não consegue levar a praça o discurso construído entre as paredes da universidade. Por sorte que encontramos muitas pessoas formadas em política com leituras idôneas como a da revista Veja, folhetim que circula uma vez por semana no país visando melhorar a situação dos mais necessitados da nação verde e amarela ou leitores de Marx que entendem o filósofo alemão como uma possibilidade única de redenção do povo.
Caros amigos leitores é chegada a hora de fazer uma leitura de mundo que tanto Paulo Freire defendia, é preciso diminuir os analfabetos políticos, é preciso que alguém faça alguma coisa, então que comecemos logo, pois tudo indica que vai começar tudo de novo. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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