4 de agosto de 2016

OLIMPÍADAS TIVERAM INICIO NA GRÉCIA ANTIGA

 “Na antiga Grécia, quatro grandes festivais religiosos eram celebrados com jogos esportivos: os Píticos, dedicados ao deus Apolo e realizados no santuário de Delfos; os Ístmicos, realizados no santuário de Corinto e dedicados ao deus Poseidon; os Nemeus, realizados em Nemeia, no santuário de Zeus e a ele dedicados; e, por fim, os Olímpicos, que eram realizados em Olímpia e também dedicados a Zeus. Muitas das modalidades esportivas da antiga Grécia eram bastante parecidas com as atuais. Outras, por sua vez, era radicalmente diversas.
Entre os esportes que diferem dos atuais, havia a corrida com armadura de combate, chamada de hoplitodromía; as corridas com carros de combate de tração animal, como as bigas (puxadas por dois cavalos) e as quadrigas (puxadas por quatro cavalos); e, por fim, lutas como o pancrácio, que consistia em algo próximo ao “vale-tudo”. Nessa modalidade de luta sem regras, os competidores beiravam a morte e eram permitidos socos, cabeçadas, cotoveladas, torções, estrangulamentos etc.”
“Desde sua criação, há mais de 2.700 a.C, os Jogos Olímpicos assumiram um papel fundamental na vida dos gregos. Para se ter uma ideia, as competições eram capazes de interromper as guerras entre as cidades, num ritual conhecido por “trégua sagrada”. Posteriormente, após a tentativa do francês Barão de Coubertin em reviver o espírito das primeiras competições, os Jogos Olímpicos passaram a ser um evento globalizado e de grande importância em todo o mundo. Um exemplo disso é sua própria bandeira, que representa a união dos cinco continentes.”

O BRASIL, está sedeando os jogos Olímpicos sendo o primeiro País da américa do Sul. Os Jogos Olímpicos podem proporcionar um significativo avanço econômico para a cidade e o país-sede do evento. Embora o fato de se candidatar ao megaevento exija uma série de responsabilidades, principalmente em relação à infraestrutura das cidades-candidatas, os benefícios econômicos gerados pelos jogos são bem maiores do que os próprios investimentos para sua realização.

A projeção da cidade e do país-sede do evento é tamanha, que é capaz de provocar profundas e permanentes mudanças socioeconômicas positivas. A atração de turistas de diversas partes do mundo faz com que melhorias estruturais permanentes sejam feitas, como rede de transporte, moradia e instalações esportivas. Sem contar nos inúmeros novos postos de trabalho que são gerados direta ou indiretamente através do evento.

Apesar dos problemas pelos quais o nosso País está passando nos últimos tempos, sejam de caráter políticos ou econômicos, não podemos descredibilizar a façanha de sedear os jogos olímpicos, sabemos que muitas coisas nos falta e que apesar de todos os legados pós jogos olímpicos, permaneceremos a margem da ineficiência das organizações sociopolíticas em nosso País. Mas, independentemente dos superfaturamentos das obras que posteriormente surgirão, não podemos jamais generalizar como causa de culpa os jogos olímpicos. Precisamos sim deixar de sermos ingênuos e começarmos a analisar os problemas causados por ingerências do poder público, dos políticos Brasileiros.
Quando da recente copa do Mundo, que também o Brasil teve a honra de sedear, culpamos os estádios de futebol como sendo os principais causadores pelos problemas econômicos do País, e sabemos que na verdade os antigos estádios estavam em sua maioria sucateados e arcaicos comparados aos estádios do restante do Mundo futebolístico. No entanto, veio em seguida as eleições para escolhas Presidenciais e novamente elegemos errado nossos governantes em todas as estancias dos poderes, e atribuímos nossa decadência econômica a copa do Mundo. Mais uma vez estamos preste a mais uma eleição governamental nos municípios, culminando também a um, megaevento esportivo em nosso País. Não tenhamos duvidas que novamente erraremos em nossas escolhas eleitorais e mais uma vez atribuiremos os problemas do País, Estados e Municípios aos jogos Olímpicos.  

JOSÉ DALVINO – CIENTISTA SOCIAL

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