24 de agosto de 2016

SEM VOCÊ NÃO SEI VIVER!

Não é possível, como vamos conseguir escolher nossos candidatos agora com um som tão baixo, não pode botar abaixo o reboque, o reboque me reboca até a urna e me faz ouvir de longe as propostas de meu candidato, não, temos que protestar contra quem protestou contra o som nosso de cada eleição. Onde já se viu campanha com o som baixo? Eu não consigo ouvir nada do que dizem, eu preciso do som nas alturas para poder viajar cada vez mais alto e vislumbrar quão bonito é o povo do meu partido que se aperta rua à cima rua a baixo para lutar pelos direitos principalmente dos mais necessitados.
Ainda não consigo acreditar em alguém da justiça que tenha sido tão injusto conosco e principalmente com os donos das nossas máquinas de som, quem já viu uma coisa dessas? Impedir que pessoas de bom coração que investem muito dinheiro nesses equipamentos e que só pensam no bem da cidade de colocar o volume no canto para que nossos gritos de socorro frente aos nossos políticos prediletos sejam ouvidos quando o locutor nos der a oportunidade de gritar o nome deles.
De maneira alguma podemos deixar isso acontecer, nas nossas cidades pode faltar água, luz, telefone, urbanização, saúde, educação e o que mais existir de pouca importância, mas o nosso reboque é aquilo que nos identifica enquanto fiéis eleitores engajados nos propósitos da política de mais alta qualidade possível, já pensou na minha foto de final de semana sem o paredão ao fundo? Não dá nem para imaginar, isso compromete a minha capacidade de raciocínio e consequentemente o poder de escolhas dignas para com minha amada cidade. Não, decididamente não dá pra ficar sem o nosso som estridente e provocador de tantos prazeres coletivos. Vamos pedir o direito de ser rebocados novamente.

AO GÊNIO COM CARINHO!

Muito já foi falado sobre o falecimento do pernambucano Geneton Moraes Neto, porém desejo aqui nessas poucas linhas chamar a atenção para uma coisa que nem todos tiveram a atenção. Falo sobre o vasto histórico profissional deste repórter que foi desvelado para muitos depois da sua morte, e é ai justamente que reside o problema, muitos só conseguem considerar a vida e obra de outrem depois que esse já não está entre nós, não vou aqui apontar as entrevistas nem seus escritos ou coisas desse tipo, quero apenas lembrar aos viventes de plantão que em vida se deve considerar a obra de cada humano autor ou autor humano.
Só para dar alguns exemplos, em Santa Cruz do Capibaribe são muitos os que têm um talento acima da média e que só são reconhecidos quando saem daqui, ou em outros casos escutamos coisas do tipo que ouvi a respeito de certo professor que foi acadêmico escritor de nossa terra, “um grande professor e escritor, mas bebe muito”, ora, por ventura quando ele estava bebendo (hoje não pode mais é falecido), carregava com ele todos os livros que estavam nas casas impedido que seus donos lessem ou se deleitassem com o que provocava e provoca sua obra? Claro que não. Mas é mais fácil ver o que há de negativo no outro (negativo ou positivo a partir de quem observa) do que o que ele carrega de bom e de profícuo. Com esse professor só tive dois encontros, com Geneton também dois encontros, este último passou por aquilo que boa parte dos jornalistas desejaria passar, homem de profunda simplicidade e respeito para com o próximo, coisa que muita gente por ai que atingiu um centímetro de fama já perdeu faz tempo. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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