21 de setembro de 2016

DEMOCRACIA X DEMAGOGIA!

Ética e vergonha na cara não é para todo mundo, ser cidadão em uma sociedade cada vez mais identificada com a individualidade em lugar da parceria é tarefa difícil. Somos chamados a pensar novas possibilidades de convivência todos os dias, no entanto nem sempre aceitamos esse chamado e preferimos ficar na maneira cômoda de viver. Falta pouco tempo para as eleições e essa por sua vez também é um chamado para que a gente saia do comodismo e reveja velhos conceitos ou conceitos novos que nos são apresentados como possibilidade, mas os desafios são maiores do que pensamos e existem os perigos da política que faz andar para trás a exemplo daquela que dicotomiza, pois a partir disso o outro não é mais ouvido e eu estou sempre certo, qualquer semelhança com Santa Cruz do Capibaribe é mera coincidência.
Os riscos da democracia também são grandes, precisamos lembrar que o conceito é muito falado, mas pouco entendido, a ideia da participação política do povo já foi danificada no seu nascedouro, no mundo grego ateniense na antiguidade só dez por cento da sua população participava da vida política, mulheres, escravos e estrangeiros não estavam inclusos no processo, hoje a participação é muito mais elástica, mas isso também precisa ser repensado, pois quanto mais gente com direito a votar mais idiotas com poder, e aqui estamos falando de acordo com a etimologia da palavra, pois na raiz idiota pode ser entendido como nos lembra Mario Sérgio Cortella como aquele que só enxerga a si mesmo, e isso é o que não falta em meio a uma série de pessoas que estão extremamente preocupados com os rumos da eleição, pois se a direção que eles esperam mudar muda também à situação do seu bolso, portanto cuidado com a democracia, pois ela pode se transforma facilmente em demagogia.
E por falar em demagogia é bom lembrar o ano de 1891, de lá para cá o Estado nacional brasileiro é laico (pelo menos no papel), mas o que tem de candidato se apoiando na religião para tentar chegar ao poder é impressionante, e mais impressionante ainda é saber que há pessoas capazes de entender que esses por sua vez podem ser ótimos políticos por que frequentam um templo de esquina qualquer com a pecha de irmão e carregando no semblante uma honestidade de dar inveja, ora caros amigos leitores, o que tem de canalha da fé no congresso nacional hoje não é brincadeira, portanto o que faz o candidato são propostas que possam realmente ser efetivadas e não o fato da pessoa ter certeza que vai para o céu ou que sua crença é única possível no mundo.
É preciso analisar bem os candidatos, como já falei aqui tempos atrás, mas que vale uma lembrança, o significado da palavra candidato “é uma palavra que, desgastada pelo uso, traz em si uma verdade que vale a pena recuperar. Vem do latim candidatus, isto é, vestido de branco (candidus). vem de cândido (= sem mancha), porque os candidatos tinham que apresentar uma vida imaculada. Na antiguidade, aquele que disputava um cargo público e precisava angariar votos vestia-se de branco para simbolizar sua pureza. É lógico, portanto, que exijamos de um candidato ou candidata que a sua vida, e não apenas as suas roupas, estejam limpas!” (dicionário etimológico) Seu candidato pode se vestir de branco? Espero que sim, no mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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