22 de setembro de 2016

Q.I., OU CAÔ?

Q.l., Quociente de inteligência - testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas. Caô gíria de carioca que significa o mesmo que "mentir".

A justiça chegou! Ai malandragem. Se liga!

Bezerra da Silva provando e comprovando a sua versatilidade! A justiça chegou! Ai malandragem. Se liga! A justiça chegou! Sai pra lá caôzada... Oh O Rappa na área!

Ele subiu o morro sem gravata, dizendo que gostava da raça, foi lá na tendinha, bebeu cachaça e até bagulho fumou. Jantou no meu barracão e usou, lata de goiabada como prato, eu logo percebi. É mais um candidato para a próxima eleição. 
Também disse, meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer, hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater, eu falei pra você viu. Esse político é safadão oh ai cumpade! Nesse país que se divide em quem tem e quem não tem, sinto o sacrifício que há no braço operário. Eu olho para o lado, eu olho para o outro, vejo desemprego, vejo quem manda no jogo. E, você vem, vem pede mais de mim.

Diz que tudo mudou e que agora vai ter fim. Mas eu sei quem você é, ainda confia em mim? Esse jogo é muito sujo, mas eu não desisto assim você me deve haha haha malandro é malandro e mané é mané, você me deve. Você me deve seu canalha, você me deve malandragem.

Você ganhou duzentas vezes na loteria malandro? Duzentas vezes cumpade? É, fez questão de beber água da chuva, foi lá na macumba pediu ajuda e bateu cabeça no congá, deu azar, a entidade que estava incorporada disse esse político é safado cuidado na hora de votar. Também disse meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer, hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater.

Ai ai, perai, perai, perai, sujô. Ae malandragem, se liga na missão, fica atento. Político é cerol fininho, político engana todo mundo, menos o caboco... ele deu azar na macumba do malandro... áh lá o caboco cabuetou ele. Hoje ele pede, pede, pede de você, amanhã vai te fudê. Hoje ele pede, pede, pede de você, amanhã vai, vai ohh e amanhã vai se fu... É cumpade.

Parodiando, a coisa é séria! Ainda ontem via gente mal-acostumada dizendo isso, isso, daquilo, daquele... hoje é festa, amanhã é só tristeza, mas não adianta chorar o leite derramado. Não dá para se acostumar com tamanha ingenuidade de um povo. Nem o temível Zica vírus teve maior contágio que as carreatas dos boquiabertas e atabalhoados. Quarenta e cinco dias em quatro anos. Esse será o legado por tamanha inconsequência de um povo.

Sabemos que é uma minoria que vai ás ruas, mas o mal, não está apenas nisso. Essa minoria representa o termômetro que mede a temperatura de uma sociedade gravemente doente. Qual respalde terá uma sociedade que desce, sobe, corre para a frente e para traz aos comandos das lideranças políticas.

Fantoches! Não, não somos fantoches... bonecos sem vida própria, quero acreditar fidedignamente que não somos. Fomos apenas mal-educados. Alguém nos educou para defender o desconhecido, e ficamos a vida toda na zona de conforto sem saber interpretar, contestar, indagar, refletir. Poderíamos ser livres desde que quiséssemos, mas nunca quisemos. Preferimos mendigar a possibilidade do meu partido ganhar as eleições para quem sabe ter um emprego público ou alugar o meu imóvel. No final, talvez você ganhe, mas muitos outros perderão.                                                         
JOSÉ DALVINO – CIENTISTA SOCIAL

0 comentários:

Postar um comentário