6 de outubro de 2016

FELICIDADE URGENTE PARA TODOS, PARA QUEM PULOU E QUEM NÃO PULOU!

Nunca antes na História da terra das grandes gameleiras se viu uma eleição como a de 2016, não era para menos, quatro candidaturas sendo duas ejetadas antes de chegar as urnas, a primeira por que a vice candidata a prefeita não estava habilitada para concorrer e a segunda por que o candidato simplesmente resolveu não se comunicar com os eleitores especialmente em sabatinas e debates promovidos na terra das confecções.

“Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde”
CHICO BUARQUE

Mas, surpresas maiores estavam por vir, candidatos a vereador que não tinham a garantia se quer do próprio voto, candidatos que estavam tão certos da vitória que diminuíram o ritmo de campanha e outros tantos que não só aumentaram o ritmo como também a quantidade de dinheiro investido no pleito, era coisa de cinema, belas moças e rapazes entregando os adesivos, e aqueles que recebiam em alguns casos não sabiam se olhavam para o candidato ou para quem entregava, da mesma maneira que não faltou candidato a vereador com a certeza que o povo ao seu redor com certeza os levaria a casa Dr. José Viera de Araújo, fossem da saúde, da educação, da delação sem premiação, do calçadão, do Moda Center (estou seguindo a divisão construída culturalmente na cidade), da cultura, no templo (igreja) do lazer, do esporte, da caridade e da irmandade secreta somos fortes mais unidos.
Todos, ou quase todos saíram frustrados, com direito a desabafos acalorados pós-eleição do dia dois de outubro, e aqueles que falaram a verdade ficaram de certa forma marcados por dizer verdades do tipo, aqueles que me prometeram e não votaram me decepcionaram, esses não entenderam que política nem sempre rima como sinceridade ou com verdades que não são entendidas, é melhor falar assim: obrigado pelos meus dez votos, na próxima chegaremos com certeza, que chega, chega, só não na casa legislativa local.
E como não poderia ser diferente na terra onde calçamento ainda é sinal de grande avanço, ficaram os dois maiores grupos buscando eleger o seu prefeito. Nada contra e nem poderia, só ficaram duas candidaturas mesmo. E o mais gostoso neste momento era ver os debates efusivos nas redes sociais, falavam da má gestão do atual, entendia o outro como salvação para esta ilha chamada terra das oportunidades, falavam mal de um e de outro, falavam de suas famílias,falavam da chegada do homem a lua, de física quântica, de cuscuz nos bairros, falavam de quase tudo sobre os dois, menos sobre suas propostas, ao estilo Fla x Flu de ser, levavam dias debatendo a possibilidade e impossibilidade da chegada ao poder do seu preferido. No fim das contas o inusitado aconteceu, cidade dividida e por uma margem pequena de votos (para o que era esperado para o grupo de situação), a situação ganha mas os apostadores perdem, e aí deu-se o desespero, pois para muitos o que vale é rir do outro, e agora como eu iria viver melhor de tanto rir ao passo que minha conta bancária ficou com saldo bem menor ou no vermelho. E assim foi a primeira eleição de Santa Cruz do Capibaribe onde a felicidade praticamente atendeu aos dois lados, sendo que um deles vai ser feliz por um período mais extenso. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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