27 de outubro de 2016

LEITURA COMO PONTE PARA O FUTURO!

Viajar sempre é uma boa pedida para sair do trivial e conhecer novos horizontes, quanto mais viagem maior a bagagem cultural de cada um de nós, conhecemos o novo e confrontamos com aquilo que temos guardado na memória. E viajar não é apenas um ato em movimento físico, a leitura nos provoca a capacidade de “viajar sem sairmos do lugar”, quem nos disse isso foi Thyaly Jéssica Diniz, que em setembro último lançou oficialmente a sua primeira obra Codinome Pandora, livro que muitas pessoas de Santa Cruz do Capibaribe já possuem e que muitos já leram, filha da professora Fátima Diniz, a jovem fala que desde criança quando recebeu das mãos de sua mãe estórias da Mafalda o encanto com as letras e consequentemente com a escrita foi crescendo a cada dia.
“O mundo é feito de escolhas, algumas com mais consequências que outras. Alice Carter sempre entendeu isso. Entendia também que o mundo era um local perigoso para se viver. Uma jovem britânica de 18 anos que cresceu em um mundo problemático, assolado por um passado repleto de traumas. Sem o pai, que a abandonou junto ao irmão, e sem a mãe, que faleceu enquanto ainda era criança, Alice encontrou, na NSI (National Security Investigation), uma agência do governo britânico, uma forma de abandonar os fantasmas do passado. Usando o codinome Pandora e se arriscando, ela tentará dosar sua vida entre o mundo de espionagem e o mundo onde é apenas uma adolescente prestes a terminar o ensino médio. Vivendo uma vida dupla, ela terá que lidar com o próprio gênio difícil para não afastar aqueles que amam; quando um garoto irresistível aparece, aflorando seus sentimentos, Alice percebe que será mais difícil protegê-lo de sua vida conturbada com uma ameaça eminente de uma vez por todas, mesmo que isso custe seus dois mundos”. (Codinome Pandora)
Muitas são as pessoas que enchem o peito para dizer que na sua cidade tem um shopping Center de grande porte, um time de futebol ou coisas dessa natureza, eis aqui a oportunidade de dizer que temos uma escritora dentre tantos outros que se aventuram no mundo da leitura e da escrita, embora o Brasil ainda seja um país com poucos leitores vemos avanços significativos nessa perspectiva, mesmo que as leituras estejam relacionadas à praga da autoajuda que só ajuda quem escreveu os livretos a ficar mais rico.

Santa Cruz do Capibaribe tem um celeiro de bons escritores, figuras como o professor Lindolfo Pereira de Lisboa, Jota Oliveira, Júlio Ferreira e muitos outros, contribuíram para que nossa história não fosse levada junto com aqueles que se foram, registrando-as no papel para que o futuro tenha memória nem país de memória muito curta.
Ao encontrarmos a escritora Thyaly Diniz e vermos a grandeza da sua obra nos sentimos na obrigação de reforçar a nossa sociedade a importância do ato de ler, a referida escritora diz “tudo me inspira, as pessoas que conheço, por que elas têm muito a ensinar, não consegui encontrar uma estória que tivesse tudo que eu queria então resolvi fazer da minha forma”. E assim se faz o conhecimento e a fantasia das letras, com o poder de contribuir para a mudança das pessoas e consequentemente do mundo em que vivem essas pessoas como nos falou a referida escritora em mensagem para os não leitores “é preciso dar uma chance a leitura, você vai viajar sem sair do lugar, nunca desista dos seus sonhos”. A leitura abre portas que dificilmente se fecham, e imortaliza os mortais pelas letras, portanto não morreu Nelson Rodrigues, José de Alencar, Darcy Ribeiro, Rubem Alves e tantos outros, vale lembrar uma frase de Lobato: Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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