16 de novembro de 2016

UM POR TODOS E TODOS POR UM!

O governo é o responsável pela manutenção do estado de bem estar dos cidadãos, sem dúvidas, contudo é preciso compreender que essa síndrome de dependência do brasileiro em relação ao Estado deveria para o próprio bem de seus componentes diminuir com o tempo, do contrário não tomamos a rédea dos rumos da cidade onde vivemos e entendemos que a obrigação de fazer as coisas certas são só de quem governa e não dos governados, em recente entrevista concedida a um programa político de Santa Cruz do Capibaribe, o prefeito Edson Vieira falava que além da prefeitura, a sociedade civil, associações de bairro, instituições privadas e tantas outras também eram papel fundamental no combate a marginalidade no município, nisto ele está mais do que certo, a dependência tem que diminuir, o que não significa retirar as obrigações de quem governa, mas contribuir com o processo para que o bem comum seja alcançado.
No entanto, as pessoas especialmente no Brasil, não aprenderam ainda que a coisa pública não é posse do governo, é aquilo que foi construído com o pagamento dos nossos impostos e que serve para alguém além de mim, portanto não posso depredar o patrimônio que é nosso. Embora eu não seja um liberal no mais rigoroso termo, não se pode deixar de assumir que quanto maior a dependência em relação aos poderes constituídos menor a capacidade empreendedora, menor a resiliência e menor as perspectivas de futuro.

SOBRE PONTES E MUROS DA HUMANIDADE!

Cuba concede o indulto a 787 presos, resultado de uma política de abertura que tem como marco contemporâneo a reaproximação com os EUA com a intervenção do papa, a Colômbia assina tratado de paz com as Farc depois de anos de guerra, portanto esses e outros exemplos trazem à baila a atitude de criar pontes ao invés de muros, embora no caso da Colômbia um referendo tenha por 50,2% dito não ao acordo, coisa que surpreendeu os cientistas políticos e não cientistas também, mas nada que se compare a eleição nos EUA da xenofobia, sexismo, pedofilia, perseguição as minorias, racismo e tudo o que pudermos pensar no conservadorismo fundamentalista do biliardário Donald Trump.
Temos hoje instalada uma era de incertezas na geopolítica de 20 de janeiro de 2017 em diante, quebra de acordos em relação ao clima, quebra de acordos comerciais ou exagero nos subsídios para empresários norte americanos, além de ameaças piores que essas como a de construir um muro na fronteira com o México. O mundo nunca foi fácil e não é daqui para frente que vai ser, embora eu não seja a favor dos anunciadores do Armageddon realmente o fim do mundo está próximo, pelo menos o mundo que se esperava até a eleição dos Estados Unidos da América. A América para os americanos. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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