5 de dezembro de 2016

A ÉTICA FALOU MAIS ALTO


No dia 27 de setembro de 1914, em Buenos Aires, as seleções da Argentina e do Brasil disputavam pela primeira vez a "Copa Roca". A competição foi criada pelo presidente do país vizinho, na época, Julio Argentino Roca. Hoje leva o nome de Copa Dr. Nicolas Leoz, em homenagem ao ex-presidente da Federação Sul-americana de Futebol. Na sua primeira edição, a competição teve apenas um jogo, disputado em Buenos Aires. O time do Brasil foi este: Marcos (Fluminense); Nery (Flamengo) e Píndaro (Flamengo); Rubens Sales (Paulistano), Pernambuco (Fluminense) e Lagreca (AA São Bento); Millon (Paulistano), Osvaldo (Fluminense), Bartô (Fluminense), Friedenreich (Ypiranga-SP) e Arnaldo (Paulistano). Rubens Sales e Lagreca dividiram o comando da equipe.


Jogo lá e cá, como sempre acontece nos duelos que reúnem brasileiros e argentinos. O Brasil vencia por 1 a 0. Aos 20 minutos do segundo tempo houve um lance inusitado. O argentino Leonardi, enganando o árbitro brasileiro Alberto Borgerth e o goleiro Marcos Mendonça, assinalou com a mão o gol de empate. 

Aí, o zagueiro argentino Gallup Lanus, três companheiros seus e o auxiliar Calixto Gardi (argentino) foram ao árbitro Borgerth, informando que o gol tinha sido irregular. 

Borgerth anulou o gol, sob aplausos do público argentino. O Brasil ganhou o jogo por 1 a 0. Hoje, o nível de rivalidade entre Brasil e Argentina e a arrebatadora paixão que domina os torcedores não permitiriam um ato ético, como aquele. Nem de um lado nem de outro. 

0 comentários:

Postar um comentário