13 de abril de 2017

ATENÇÃO NO PESO!

Todos aqueles que vão semanalmente a central de feiras e mercados de Santa Cruz do Capibaribe devem ter atenção redobrada quando se tratar de produtos vendidos no peso, em alguns casos os feirantes ainda utilizam balanças que eram comuns na década de oitenta e que podem gerar uma diferença na pesagem quando os produtos são pesados em uma balança eletrônica, por exemplo, no ultimo dia doze de abril, podemos ver um erro no peso em uma banca de peixe que trazia a diferença de cerca de seiscentas gramas, agora imagine a quantidade de pessoas lesadas não só nessa banca, mas em várias outras que utilizam essa forma de pesagem, é preciso atenção e cobrança dos órgãos responsáveis pela fiscalização para que isso seja resolvido. Não podemos ter uma revolta do Quebra-Quilos em pleno século XXI.
“Ficou conhecida pelo nome de Revolta do Quebra-Quilos o movimento popular iniciado na Paraíba, a 31 de outubro de 1874, e que se opunha às mudanças introduzidas pelos novos padrões de pesos e medidas do sistema internacional, recém-introduzidas no Brasil. Praticamente sem uma unidade e sem liderança, a revolta logo se alastrou por outras vilas e povoados da Paraíba, estendendo-se a Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas.
A denominação de quebra-quilos teria surgido na cidade do Rio de Janeiro, quando elementos populares invadiram casas comerciais que haviam começado a utilizar o novo sistema de pesos e medidas, e aos gritos de "Quebra os quilos! Quebra os quilos", depredavam tais estabelecimentos. A expressão começou a ser utilizada indiscriminadamente para se referir a todos os participantes dos movimentos de contestação ao governo com relação ao recrutamento militar, à cobrança de impostos e à adoção do sistema métrico decimal. No entendimento supersticioso da gente do nordeste rural, o metro e o peso, tornados válidos por decreto imperial em 1872, consistiam em representações do demônio, e a tentativa de adotá-los criou entre o povo a ideia que estavam sendo enganados pelos comerciantes e poderosos. Os revoltosos, sentindo-se ofendidos em seus sentimentos deixavam extravasar suas queixas e partiam para os povoados e se apoderavam das "medidas", quebrando-as e lançando-as no rio”. Em Santa Cruz do Capibaribe é urgente perceber que já não estamos mais no século XIX, no mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

Com apoio de Info-Escola. 

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