20 de junho de 2017

SÃO JOÃO EM GUERRA DE DIFERENTES RITMOS!

Luiz Gonzaga, Alcymar Monteiro, Marinês, Sivuca, Dominguinhos, Elba Ramalho, Nando Cordel, Zé Ramalho, Genival Lacerda, Jorge de Altinho, Assisão, Novinho da Paraíba e muitos outros ícones do forró sem dúvida alguma representam a raiz da festa mais popular e esperada do Nordeste brasileiro. Embalaram gerações e fizeram sua história ser marcada na cultura e na tradição das festas juninas.
Enquanto esses e outros vendiam milhares ou milhões de discos, o homem chegou à lua, o muro de Berlim foi derrubado, o Brasil se tornou um país industrializado, vimos o advento da nanotecnologia e da robótica, os discos vinis deram lugar ao Cd, DVD e as músicas baixadas pela internet, o poder aquisitivo do povo cresceu e o fenômeno da globalização que traz para perto culturas que viveram muito tempo separadas já não pode ser barrada, a discussão que se avolumou nos últimos dias fazendo críticas aos administradores que contrataram artistas de outros estilos, e que, portanto, esses estariam contribuindo para o processo de descaracterização da festa não faz muito sentido.
Que os membros da geração anterior desejem que os sucessos de sua época marquem a época da atual geração nada mais legitimo, porém, nada mais torpe do que tentar legitimar a qualidade dos artistas do passado, afirmando que os atuais não têm a mesma qualidade, Wesley Safadão, Mano Walter, Marília Mendonça, Márcia Felipe e tantos outros da atualidade, não arrastam milhares de pessoas para seus shows apenas por puro modismo, mas sim por cantarem aquilo que identifica a geração vigente, nenhum dos grandes artistas que fizeram o São João se tornar um fenômeno de público no passado será esquecido no presente, no entanto é preciso ouvir o som que vem das ruas, e o som que vem das ruas não está alicerçado em musicas gravadas na década de oitenta.
É preciso lembrar que o mundo globalizado pede urgentemente a integração das diferenças, já chega de refugiados, de países em guerra, de corrupção desmedida, de um país em frangalhos no que tange a política, é preciso lembrar que São João é festa religiosa e sendo assim é festa de religação, não vamos contribuir para que o outro seja visto como aquilo que me diminui, pois é na diferença que crescemos, já tínhamos problemas demais, não precisamos criar um novo problema em relação a nossa rica e diversificada cultura. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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