3 de agosto de 2017

FALA SÍLVIO...

Dia desses, caminhando pensativo, preocupado com a situação caótica em que se encontra o país, e que, claro, reflete negativamente em nossa cidade, encontrei uma senhora muito elegante, simpática . Começamos a conversar. Percebi um ar de pessoa vivida e por conseguinte, de conhecimento profundo das coisas, adquirido ao longo de uma vida. No percurso da conversa, veio a tona a minha indignação com a desconstrução de uma nação. Trabalho infame que está em curso, e de forma ágil. Mas, para minha surpresa, a senhora demonstrou o oposto do meu sentimento. Estava muito satisfeita. Comecei a retrucar, claro, e relembrar fatos negativos em minha cidade e no país. E falei para senhora. Não posso me contentar com quem se diz representante do povo, e que antes fazia discursos duros contra imoralidades, hoje por ser cobrado por este mesmo povo por imoralidades presentes, praticadas com sua participação ativa, venha atacar a honra de uma família. Aceitar de forma natural, quem ganhou do povo o cargo que ocupa, que represente a si próprio, e não a este povo, aprovando um auxílio indecoroso. E quando é cobrado, responde com outra cobrança, por ser impossível defender o indefensável . Não posso admitir que, quem no passado cobrava honradez, seriedade e trato com a coisa pública, hoje venha em alto e bom som falar ‘’DEFENDO É MEU PREFEITO”. É impossível não se indignar, com quem se indignou num passado recente com a corrupção, sendo corrupto e aprovando permanência de corrupto no poder. Assistir de forma passiva, a passividade de parte de uma nação com a compra e venda imoral de votos, em um balcão instituído pelo chefe da nação. Parte dessa nação, tão ativa no passado, e inerte hoje em dia. Como não se desiludir.  Mas, havia me esquecido que não nos havíamos apresentando, eu e a madame. Pedi desculpas, me apresentei e perguntei o seu nome. Estava curioso para saber como se chamava aquela mulher, que estava tão feliz, com tantos acontecimentos negativos no seio da nossa sociedade. Ela olhou prá mim, e com um enorme sorriso de satisfação, se apresentou. ME CHAMO HIPOCRISIA. Agora havia entendido. Ela tem muitos filhos. Posso dizer hoje, que vivi para conhecer de perto, a HIPOCRISIA.

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