12 de agosto de 2017

NÃO SEJA RIDÍCULO!

Estamos perdendo a capacidade de interpretar as coisas do cotidiano por conta dos problemas que assolam o nosso país, e dentre essa coisas está a falta de capacidade de diferenciar o que é ridículo e o que é risível, por exemplo, quando vejo um político correndo com dinheiro na mala para entregar ao chefe do executivo , isso é ridículo não deveria provocar o riso, porém como trabalha muito bem Márcia Tiburi em seu livro, passamos a confundir o que é trágico com o que é cômico. Quando vemos um deputado fazendo defesa de ideias fascistas não deve de maneira alguma ser algo que nos apeteça a ideia de democracia, mas também estamos misturando esses termos.
Compras de votos na câmara às claras para que todos percebam a canalhice que está metida na presidência da república e que quem apoia a política corrupta e corruptiva hoje entende que a memória curta do nosso povo não vai punir os crápulas nas urnas num futuro próximo, é de se esperar que o Brasil passe por reformas sérias, mas uma delas está relacionada ao jeito de se relacionar com a política do nosso povo, já não cabe a politica de coalizão do inicio da Nova República, que levou a câmara e o senado a concentrar um conjunto de bandidos disfarçados de representantes do povo, é preciso renovar o processo de cidadania, levando em conta que em setores como a Educação e a Saúde precisamos de uma revolução e não de reformas e remendos, não dá mais para castigar especialmente as classes pobres e minoritárias do nosso país, não podemos mais nos conformar com a impunidade das aves de rapina que arrancam direitos e com isso ceifam vidas todos os dias em todos os Estados da federação.
O riso não pode ser substituto da análise cuidadosa do nosso contexto, dinheiro na cueca que não foi para a urbanização, dinheiro na Suíça pertencente à nação brasileira, milionários que enriqueceram com o dinheiro do trabalhador que em muitas cidades do nosso país derramam seu suor não só para trabalhar, mas para poder chegar ao trabalho em transporte público de má qualidade e em alguns casos também envolvido em atos ilícitos. Precisamos separar o ridículo do risível, quando não conseguimos fazer isso, nos tornamos seguidores de sectários, e outros tipos que aparecem em tempos de crise querendo ser a tábua da salvação, inclusive Santa Cruz do Capibaribe estará recebendo a visita de um desses tipos, que nossa sociedade vá em peso ao seu encontro, para que possa perceber o que não se faz mais na política hoje. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

Um comentário:

  1. Parabéns por esse texto! Realmente muito bom! Que você continue assim com essa coerência e visão do nosso cotidiano. Nós deveríamos ser mais políticos e menos politiqueiros.

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