18 de agosto de 2017

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

Santa Cruz o Capibaribe uma terra de contrastes e onde realmente há situações inusitadas, essa afirmação trazida por algumas pessoas da terra das gameleiras traz no seu bojo um perigo implícito, ou seja, pelo fato de termos características muito diferentes de outras cidades isso nos permite a aceitação de tudo que é mais estranho, precisamos ter cuidado com isso, afinal de contas o que é que nos torna tão diferentes assim?
Seria o fato de sermos uma cidade de intensa produção voltada para as confecções e com uma renda per capta acima da média nacional? De termos um grande centro de compras que só pode ser comparado com alguns do sudeste do país? De sermos uma cidade “empreendedora” (há controvérsias)? Não é um bom caminho esse tipo de justificativa para apontar a nossa facilidade em aceitar bizarrices que não cabem mais no contexto de uma cidade que se diz rica, mas que seu povo não tem qualidade de vida é bem verdade que já não dá para comparar o hoje com uma Santa Cruz onde só havia bares e nenhum outro atrativo, mas também é verdade que não podemos esperar que uma cidade que ainda aplaude de pé calçamento vá muito longe, que se aceite uma falta de infraestrutura só vista em rincões pobres do Brasil.
Avanços são percebidos no comportamento político do povo e isso é positivo, seja muito ou pouco o santa-cruzense de hoje entende um pouco melhor o que é política do que em tempos atrás que só precisava um molambo tingido com uma cor para apontar a qualidade do que se propunha, no entanto, isto ainda está a quilômetros de distância do que almejamos, não queremos apagar nosso passado, ainda queremos um time da cidade para torcer, instituições políticas fortes para nos representar e figuras honestas para levar esse projeto rumo ao futuro. Não estamos suportando mais todos os dias o “tiroteio” de notícias ruins, é preciso pensar melhor o nosso tempo, do contrário faremos greve de fome e não mataremos a nossa fome de democracia por que a comida estará em outro prato. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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