18 de setembro de 2017

QUERO QUE VOCÊ MORRA, MAS MORRA BEM!

Estátuas e cofres e paredes pintadas/Ninguém sabe o que aconteceu/Ela se jogou da janela do quinto andar/Nada é fácil de entender/Dorme agora/É só o vento lá fora. Uma das músicas mais famosas da banda Legião Urbana tem como tema central algo que o próprio Renato Russo questionava, como gostavam tanto de uma música que falava sobre suicídio?
Portanto era uma musica que falava sobre morte, mas afinal de contas, quem morre? A resposta mais lógica é que todos nós morreremos, porém o verbo flexionado para frente sempre nega a realidade, ou seja, nós não vamos morrer, nós estamos morrendo, e para isso é preciso entender que a vida é muito curta para ser pequena como disse Benjamin Disraeli, porém muitos estão deixando a vida tão pequena que ela está se tornando algo difícil de ver, e aquilo que não vemos pouco importamos, e quando não importamos não cuidamos e quando não cuidamos a vida começa a perecer, perca de valores, falta de sentido, falta de contemplação, falta de amor a si e ao próximo e aniquilamento de possibilidades futuras são só alguns sintomas, mas por que falar desse tema?

“A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo. Por ano, são 1 milhão de vidas interrompidas, mesmo índice de mortes por acidentes de trânsito. No Brasil, todos os dias, 32 pessoas ceifam as próprias vidas. Em Pernambuco, são uma média de 333 mortes anuais. Números que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tendem a aumentar até 2020. O contador do desespero corre acelerado, mas passa despercebido à maioria da sociedade. O suicídio ainda é tabu, mas não deveria ser. A prevenção é um caminho possível, é o que quer mostrar a campanha Setembro Amarelo”. (Diário de Pernambuco)
 O problema não é do outro, o problema é nosso, portanto façamos alguma coisa para impedir que aquilo de mais precioso seja apequenado, é preciso saber viver, é preciso não esperar pelo epitáfio, é preciso viver em paz para morrer em paz, é preciso lembrar a pergunta que Mário Sérgio Cortella fez que cabe perfeitamente aqui “se eu não existisse, que falta faria”? Você faz muita falta, portanto não queira ir embora antes que seja a hora, uma boa morte para todos. No mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.

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