19 de novembro de 2017

PONTO DE VISTA

Vivemos em uma sociedade impulsionada por vantagens momentâneas, na sua grande maioria nem se procura analisar as futuras consequências.

Recordando um trecho do imortal Raul Seixas, onde ele falava "Hei anos 80, charrete que perdeu o condutor”. Acredito eu, que hoje seria bem pior, pois não só o condutor, mas também perderíamos até a charrete, ficaria só os burros correndo sem rumo.

No meu ponto de vista desde o fim dos anos 40 o Brasil vinha tomando seu lugar ao sol, várias benfeitorias em prol do povo vinham sendo conquistadas, tais como os direitos trabalhistas, a criação do salário mínimo base, que até então o patrão pagava o que ele achava justo, nascia um orgulho nacional, a nossa hoje tão roubada Petrobras, entre outras.

Vivemos os tempos de ouro na cultura nos anos 50 e 60, sem falar dos tempos de prosperidade que foram os loucos anos 70 com tudo que nos trazíamos dos E.U. A. Como referência, seus carrões e seu estilo de vida.

Mas aí vemos um novo tempo nos meados dos anos 80. Era o começo do fim. Tantas coisas maravilhosas conquistadas pelo povo guerreiro e forte do Brasil começa a ser tomado, lá se vão os incentivos a indústria nacional, matando várias fábricas e acabando com milhares de empregos.

Os governantes esquecem-se do povo, e voltam suas atenções para o próprio umbigo, escândalos e mais escândalos. O voto vira moeda de troca, e sem valor.

O povo tem seus sonhos roubados, e seu maior bem lhe é retirado: a liberdade de ir e vir, que já não se tem. O bom povo brasileiro que trabalha para pagar impostos abusivos vive preso, enquanto verdadeiros canalhas de terno e gravata fazem farras com o dinheiro do povo.

Esta é uma situação fruto das consequências que não tivemos o cuidado de analisar, e hoje pagamos muito caro por isso.

Gautier Gomes

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