17 de março de 2018

QUANDO ERRAMOS NAS DECISÕES QUE TOMAMOS

Dr. Antonio Martins de Farias, advogado
No final da década de 1970, o Rio de Janeiro, convivia com um inimigo: os Banqueiros do Jogo do Bicho, que brigavam entre si por espaço e ganhos financeiros. Cada bicheiro tinha seu território, sendo que os mais destacados era Bangu, pertencente ao Castor de Andrade, figura folclórica e muito querido pela classe pobre, que recebia sua ajuda, em decorrência da ausência do Estado. O segundo território era Nilópolis, dominado pela família Abraão. Os bicheiros, não faziam nada de errado: só exploravam um jogo, que a população achava legal e legítimo, mas o Estado o considera contravenção. 

A corrupção da estrutura policial, já corria solta por aqueles tempos. O que se via na cidade do Rio de Janeiro era os apontadores do jogo do bicho correndo com medo da PM, que por sua vez, só queria mesmo era garantir um “trocado” a mais na sua remuneração. Com o passar dos tempos, os jogadores foram envelhecendo e o jogo do bicho praticamente acabou na cidade Carioca. O costume de jogar no bicho era, geralmente, das pessoas pobres que acreditavam em sonhos e palpites dos mais variados tipos, constituindo uma cultura rica para nossa geração. Mais uma vez o Estado se fez ausente, quando não percebia que não aceitando o jogo do bicho como uma atividade que a população queria, ele (o Estado), estupidamente insistiu em combater, usando o aparelho policial e judicial para criar um péssimo costume: corrupção.

Paralelamente, foi criado os chamados traficantes de drogas. As drogas sem o consumo não existem. A cidade do Rio de Janeiro tem muitos consumidores de drogas. Mais uma vez os traficantes, iniciaram uma guerra em busca de espaço econômico, ou seja, cada um quer um lugar maior para vender drogas. Os traficantes de drogas, são pessoas que vieram praticamente do baixo escalão social, tem sua maioria origem nas favelas, locais que o Estado não quis. Os traficantes, são bem mais violentos do que os bicheiros do jogo do bicho. Estes, segundo informações, matavam muita gente, e aqueles matam também, só que com maior crueldade. 

A sociedade do Rio de Janeiro, não pode culpar ninguém pelo mau que acontece, agora. Tudo isto foi fruto de escolhas erradas; omissão e o desejo de levar vantagem em tudo, como uma música que diz: “O carioca detesta sinal de trânsito.” Ora, quem não quer ordem, não que paz, nem liberdade. O fato é que desde 1982, o carioca só escolheu maus políticos para governar seu Estado. Só escolheram políticos ligados à esquerda, que acabaram com o Rio de Janeiro, cidade tão linda, e tão acolhedora e que se encontra na situação atual, por causa e culpa de políticos desonestos que confundiram ou escolheram o mal ao invés do bem, do povo sofrido do Estado do Rio de Janeiro.

Com a intervenção Federal, completando um mês sem quase nenhum resultado concreto parece que o pesadelo está longe de terminar. E só terminará quando a sociedade carioca e fluminense se unirem com um objetivo comum: criar um compromisso com a ordem, com a disciplina e, finalmente, com um programa de educação que inclua o cidadão das favelas, como aquele que também tem responsabilidade. Que se acabe com os “gatos” de luz, de TV por assinatura, e com as feiras de produtos roubados. Para isto basta que não se compre produtos de origem duvidosa. Que o cidadão cobre do Estado o cumprimento das leis e que cada cidadão respeite e ame o sinal de trânsito, como uma regra básica de educação e de cidadania. São gestos assim, que faz um país crescer.

Por Antonio Martins de Farias.

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